Apostila ou legalização consular
Na rota da Convenção, a autoridade do país emissor coloca a apostila. Fora dela podem ser necessários ministério e consulado. A tradução também pode exigir certificação. Veja os programas de cidadania.
Falhas que atrasam o processo
Certidão resumida, grafia diferente do passaporte ou tradução feita na ordem errada podem gerar devolução. Primeiro comparamos registro, passaporte e lista do órgão receptor.
Onde pedir a apostila no Brasil
No Brasil, a aplicação da Convenção é coordenada e regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça. Documentos brasileiros podem ser apostilados em cartório autorizado, inclusive fora do estado onde foram emitidos, desde que o tabelionato consiga confirmar a assinatura e a competência do emissor. O portal do CNJ mantém a consulta de cartórios, autoridades e validação. Antes do envio conferimos se o documento é brasileiro, se é público e se o país de destino aplica a Convenção.
O que a Apostila da Haia confirma
A apostila autentica a origem do documento público. Ela confirma assinatura, função do signatário e selo, mas não certifica que o conteúdo esteja correto. Uma certidão com nome divergente continua divergente depois do apostilamento. Por isso a revisão de um processo de cidadania começa pela certidão, não pelo carimbo. Comparamos o inteiro teor ou breve relato com os passaportes e com a lista do país receptor. Quando há erro de registro, a retificação vem antes do cartório apostilante.
Inteiro teor, reconhecimento e tradução
Nem todo processo aceita a mesma certidão. Alguns pedem inteiro teor digitado; outros aceitam uma via eletrônica verificável. Dependendo da assinatura e do cartório emissor, o tabelionato apostilante pode precisar confirmar o sinal público. Para uso no Brasil, o próprio CNJ lembra que documento estrangeiro apostilado ainda precisa da tradução juramentada correspondente. Para uso no exterior, vale a regra do órgão estrangeiro. Definimos a ordem antes da tradução, porque refazer várias páginas custa mais que a consulta inicial.
Apostila eletrônica e validação
O sistema brasileiro admite emissão e validação eletrônica dentro do e-APP. Isso não transforma uma foto ou cópia comum em original eletrônico. O arquivo precisa vir do canal competente e manter seus elementos de verificação. Guardamos o arquivo original, não uma impressão convertida novamente em PDF. Se o programa de cidadania exigir papel, pedimos confirmação por escrito. O objetivo é simples: entregar um formato que o analista possa verificar sem solicitar outra via.
Quanto custa e quanto demora
O valor do ato varia por estado e por tabela extrajudicial. Por isso não há um preço nacional responsável para publicar como se fosse fixo. A cotação separa emolumento, tradução e transporte. Para a coordenação de originais corretos, trabalhamos com prazo de até 3 semanas. Retificação de registro, busca de firma ou emissão de nova certidão fica fora dessa janela. Se identificarmos uma dessas dependências na cópia, ela aparece antes da contratação.
Cidadania muda a lista, não a origem
É o país onde o documento nasceu que define quem pode apostilá-lo. O programa de cidadania define quais documentos serão aceitos e em que formato. Um brasileiro pedindo cidadania caribenha apostila no Brasil; o governo caribenho não apostila a certidão brasileira. Essa separação evita a expectativa errada de que o agente do programa possa corrigir a cadeia depois. Nós ligamos as duas pontas: a regra do cartório e o checklist oficial do processo migratório.